O Café do Sol, entendido como um espaço lúdico de festas, brindes e música boa, acaba no dia 02 de abril.
Em um próximo post, entregamos alguns porquês e contamos a agenda de festas e despedidas que acontecerá em março. Preparem-se.
Por agora, apenas o poema de Drummond.
Seu Odeon torna-se minha casa amarela.
O FIM DAS COISAS
Fechado o Cinema Odeon, na Rua da Bahia.
Fechado para sempre.
Não é possível, minha mocidade
fecha com ele um pouco.
Não amadureci ainda bastante
para aceitar a morte das coisas
que minhas coisas são, sendo de outrem,
e até aplaudi-la, quando for o caso.
(Amadurecerei um dia?)
Não aceito, por enquanto, o Cinema Glória,
maior, mais americano, mais isso-e-aquilo.
Quero é o derrotado Cinema Odeon,
o miúdo, fora-de-moda Cinema Odeon.
A espera na sala de espera. A matinê
com Buck Jones, tombos, tiros, tramas.
A primeira sessão e a segunda sessão da noite.
A divina orquestra, mesmo não divina,
costumeira. O jornal da Fox. William S. Hart.
As meninas-de-família na platéia.
A impossível (sonhada) bolinação,
pobre sátiro em potencial.
Exijo em nome da lei ou fora da lei
que se reabram as portas e volte o passado
musical, waldemarpissilândico, sublime agora
que para sempre submerge em funeral de sombras
neste primeiro lutulento de janeiro
de 1928.
1 março, 2011 no 18:52
Não acredito, como podem fazer isso? Entendi bem, o Café será fechado?
1 março, 2011 no 23:56
bom, me parece que agora é entrar em clima de despedida… boas tardes na varanda do sol ficarão na lembrança de todos que souberam aproveitar. com certeza!