Arquivo do mês: janeiro 2010

Amarelinho, espinhento e brioso

Ama ou odeia. Com o pequi é assim.

Em Goiânia, ontem eu encontrei um vidrinho de creme picante de pequi. Sabe Tabasco? Então, igual, só que a base é de pequi e assim ele é amarelinho, amarelinho. Tô levando com a suspeita que irá ficar maravilhoso com o bolinho de arroz do Café do Sol.

E tô levando também um creme de pequi. Sabe frasquinho de comida de neném? Então, igual, só que amarelinho também. Porém, cheio de pintas verdes, pois tem ervas finas. A suspeita com esse aí é de ficar bom como base de molho, ou de carne, ou de frango.

Se der certo, vai ter direto. Peguei o contato de quem pode nos enviar, tanto os vidrinhos como os frasquinhos.

Quem gosta vai rir à toa…


Rio & Salvador

Semana passada estive no Rio e em Salvador. Em cada uma delas eu tenho, no mínimo, uma dúzia de lugares especiais que sempre vou em busca de comidas e ambientes bons.

Quero dividir…

Este abaixo é o Nova Capela, na Lapa, centro do Rio de Janeiro. Restaurante antigo, estilo português, por várias vezes eleito o melhor fim de noite carioca por publicações especializadas. Na foto, um cabrito assado com arroz de brócolis e batatinhas coradas, uma de suas especialidades, que como acompanhado de vinho geladinho suave em caneca de porcelana.  Depos fui no samba ver a Aline Calixto, que tá metendo bronca no Carioca da Gema às terças. Parabéns, Aline!

E este aqui abaixo é o acarajé da Dinha, no largo do Rio Vermelho, em frente à casa de Iemanjá, Salvador. Não é apenas fama, é bom mesmo e diferente da maioria. Dois me acompanharam no sono. E uma novidade: em breve teremos acarajés aos domingos no Café do Sol. Conto pra frente os detalhes. Apenas podemos dizer que será feito por uma das pessoas que mais entendem de comida baiana no Brasil.

Ah, e amanhã tem jazz no café, pessoal. Sempre às quartas, com os melhores músicos daqui.

Abraços / Alex


Primeiro brunch do ano

No momento do “clic”, a Letícia ia de pão integral caseiro e suco de abacaxi com hortelã. O Liedson, que caía na salada de frutas, também experimentou o suco, mas sua opção foi laranja com frutas vermelhas. No outro lado da mesa (porém não na foto), o Breno de Castro finalizava seu terceiro crepe de mussarela com presunto. Ressaca? Não sei, não sei…

Por aí aconteceu o primeiro brunch dos domingos do Café do Sol. Pães, broas, muffins, frutas, iogurte, quiches, crepes, sucos, etc. Entre 10h e 16h, será a melhor opção da cidade para quem não está afim do macarrão da vovó ou do sushi dos nossos amigos do Naka.


Grandes quartas

A noite esteve sensacional.

No palco, Enéias Xavier (baixo), com meus caríssimos Lincoln Cheib (bateria) e Mateus Barbosa (guitarra). E um grande garoto no saxofone.

Sugestão: http://www.myspace.com/eneiasxaviergroup

E o Júlio ainda clicou o prato do cliente. Essa é a salada refrescante, com sorvete de limão siciliano e presunto parma. Ideal para dias quentes.


Deu no Estado de Minas

O texto da reportagem:

Reformado e reformulado, o Café do Sol será reaberto terça-feira, dia 12, no mesmo endereço onde foi inaugurado em 2001, no Bairro Santa Efigênia. Didi, o antigo proprietário, vendeu o ponto para um quarteto que é praticamente novo no ramo: o advogado Sérgio Santos Rodrigues, o jornalista e músico Alexandre Horta e os donos do bufê Casa Mari, Júlio Magro e Maristela Cabral. Algumas marcas registradas da casa foram mantidas, como as apresentações de jazz ao vivo – a partir de agora, sempre nas noites de quarta-feira –, o bolinho de arroz (reapresentado com queijo gruyère) e a feijoada de sábado (com direito a show de bossa nova).

“Frequentávamos o Café do Sol desde a época do Didi. Há muito tempo tínhamos a intenção de abrir um restaurante só nosso”, conta Alexandre. Numa dessas idas ao local, em junho, ele e os amigos sugeriram despretensiosamente ao então proprietário que vendesse o ponto para o grupo. Para surpresa deles, Didi disse sim. A partir daí, os quatro começaram a desenvolver o projeto da nova versão da casa, mas com uma certeza: nome seria mantido.

A fachada do belo imóvel foi pintada de amarelo e branco, como era antes. O pisos do pátio externo (cimento), da varanda (ladrilho hidráulico) e do salão interno (tábua) foram preservados. O lambri que forra o teto da varanda, pintado de branco, também está lá, bem como as cadeiras brancas do lado de fora. O bar teve o balcão refeito e agora se comunica com o ambiente externo graças à porta de aço instalada numa das paredes.

O salão conta com mesas de madeira e ambientação diferente às quartas-feiras, quando shows de jazz (R$ 10, couvert) darão o tom. Pequeno palco, montado num dos cantos, receberá iluminação colorida especial. Além disso, a porta que dá acesso ao local é fechada com cortina de veludo, tudo na tentativa de recriar a atmosfera de um clube jazzístico. O espaço comporta 125 pessoas. Pouco mais da metade dos lugares está do lado de fora.

“Ao mesmo tempo em que recebemos a turma do happy hour para petiscar, teremos no salão o casal que vem para jantar”, explica Sérgio. Nas próximas quartas-feiras, subirão ao palco Enéias Xavier (baixo), Lincoln Cheib (bateria) e Matheus Barbosa (guitarra). O quarteto do saxofonista e compositor Chico Amaral será a provável atração de fevereiro. Sábado é dia de feijoada (R$ 25, por pessoa; bufê livre), servida com os “pertences” separados e acompanhamento ao som do Thiago Sorriso Quinteto (bossa nova; couvert a definir).

BOLINHO E SUFLÊ

Umas das novidades é o brunch aos domingos, que inclui itens como quiches, tortas, salada de fruta, queijos, bolos e sucos (preço ainda não definido). O bolinho de arroz, sucesso da versão anterior da casa, reaparece no novo cardápio recheado com queijo gruyère (R$ 11/ 10 unidades). Completam a seção de tira-gostos pedidas como pastel de queijo canastra ou de carne de sol (R$ 12/ 10 unidades), burrata (queijo cremoso de origem italiana) com pimentões, azeite temperado e pães (R$ 21) e linguiça ao molho chimichurri (R$ 17).

Os novos pratos vão levar a assinatura de Maristela e de Júlio, ambos cozinheiros formados pelo Senac belo-horizontino. Há saladas, massas, carnes e sobremesa (individuais), com destaque para a salada refrescante (folhas, presunto cru, sorvete de limão, redução de vinagre balsâmico e tomate cereja; R$ 27), o ravióli verde de muçarela de búfala ao molho de tomate (R$ 22), o filé de peixe branco com castanhas, purê de batata baroa e espinafre salteado (R$ 31) e o suflê de doce de leite ou de goiabada com creme de queijo (R$ 11). A carta de vinhos reúne 40 rótulos (Mistral; entre R$ 32 e R$ 302).


Te amo, Te amo, Te amo!

Perco-me na sintonia quando os teus olhos fito.
Conheço o brilho, percebo a ternura mas desconheço o mistério do teu olhar!

Lembro-me da primeira vez que os vi parar em mim. Numa explosão sem barreiras quantas coisas lindas disseste sem falar! Tudo vi, admirei, senti e retribui.

Eles estavam tão próximos que, discretamente, lançaram sua rede, fecharam o cerco e eu me vi prisioneira do teu olhar!

Deixei-me envolver sem lutar pelo teu jeito de me fitar! Ainda hoje, quando me olhas, busco restos do antigo enlevo. E quando os encontro são, simplesmente, loucuras de segundos!

Há muito mais para dizer do que para olhar…
Há muito mais para pensar do que para sonhar!

—————– PAUSA ——————

É o seguinte: a Celita, minha diarista, quando vem às terças sempre deixa o rádio na BH FM. Hoje resolvi deixar enquanto faço umas coisas aqui no computador. E agora está na hora do Good Times, o programa mais sensual da cidade, quiça do Brasil. “Good Times – uma hora de saudades e emoções”.

Putz grila, tô que não me seguro. É covardia com corações moles. Neguinho deixa mensagens e até o número telefone (o Anderson do bairro Lindéia acabou de dizer que tá disponível), e o locutor (Aguinaldo Silva) não para de recitar poemas e traduções de música (hoje foi Tracy Chapman). E só toca músicas de arrebentar o peito.

E o poema? Bem, não consegui acompanhar o último lido, até tentei, mas achei esse no tom certinho. Lido com pausas, a boca colada no microfone e respiração prolongada. Caceta!

Ok, ok, e o que este blog tem com isso? Nada, mas que esse programa é sensacional e vocês deveriam ouvir de vez em quando, deveriam. Até porque é bem melhor que as bobagens da tevê.

Falo de amor, gente, amor…