Arquivo do mês: abril 2010

Vamos para a final!

O Café do Sol é um dos bares oficiais da Champions League em Belo Horizonte.

Quem disse? A Heineken, patrocinadora mundial da competição.

Para provar, acabamos receber 72 copos personalizados para a final entre Inter e Bayern para uma promoção no café, que funciona assim:

A partir de quinta-feira que vem, na compra de um baldinho com 4 Chopes ou 6 Long Necks, o nosso cliente ganha 1 copo Heineken Edição Especial Final Madri 2010.

Claro, vamos fazer uma grande festa para a final da UEFA Champions League em Madri, no dia 22 de maio, às 16 horas.

Cada um já vá escolhendo o lado – Inter de Milão ou Bayern de Munique – e se prepare para o grande dia.


O café na música

Quando a revista BIZZ publicou uma edição especial, depois de ouvir cem especialistas para eleger as mais belas capas de disco de todos os tempos, o primeiro posto, entre as brasileiras, ficou para Verde que te Quero Rosa, de Cartola.

A capa do terceiro álbum de Cartola é um close do mestre com uma xícara verde numa mão e o pires rosa na outra – as cores da Mangueira. Segundo Ivan Klingen, o felizardo fotógrafo, o mestre Cartola estava de saída, impaciente, queria adiar o retrato. Salvou-o Dona Zica, a mulher do compositor, oferecendo a hospitalidade de um ritual brasileiríssimo: “O senhor aceita um cafezinho?”

Dos tempos idos, nunca esquecidos, do Nice, Papagaio e Rio Branco mudou quase tudo. Menos o gosto pelo café. Ele continua dando samba, ou qualquer outro gênero. A novíssima banda carioca Sobrado 112 canta: “Café/Pra conversar/Para quebrar a concha/Café/Pra conversar/Para quebrar a tarde”. Já Zélia Duncan, em dupla com Dulce Quental, fez uma adocicada elegia ao cappuccino: “Brindaremos lado a lado como namorados/Tomando o nosso cappuccino sem pensar em nada/Nem na morte, nem na vida, muito menos no futuro/Nem nos que ficaram para trás/Sentindo apenas a brisa do presente/Sorvendo o gosto da vida, na espuma dos dias/Que passam por nós assim como somos/Pó e chantilly/Creme e café/Chocolate e canela”.

Nei Lopes, compositor, cantor, escritor e historiador do samba, tem um amor fraternal pelo café. Sua profissão de fé: “Auê, meu irmão café!/Auê, meu irmão café/Mesmo usados, moídos, pilados/Vendidos, trocados, estamos de pé/Olha nós aí, meu irmão café! (…) Fomos nós que demos dura para o país ficar de pé”.

Estar de pé e, sobretudo, dizer no pé. Música popular vai sempre rimar com café.

Algumas música que citam o café

Cotidiano (Chico Buarque)

Café da manhã (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Conversa de Botequim (Noel Rosa)

Clínica Tobias Blues (Raul Seixas)

Samba do Café (Vinícius de Moraes e Baden Powell)

Café (Jorge Ben Jor)

Chão de Estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa)

Alá-la-ô (Nássara e Henrique Lobo)

Periquitinho Verde (Nássara e Sá Róris)

As Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro)

Café (Sobrado 112)

Cappuccino (Zélia Duncan e Dulce Quental)

Jongo do Café (Nei Lopes)


Quem não chora, não mama

Primeira mão:

Em maio abriremos às terças, à partir do dia 11.

E vamos trazer uma ótima turma de Chorinho, com dois projetos distintos. Um deles é o “Quem não chora, não mama”. O outro ainda está em conversa.

Será muito legal.


Terra vermelha

Essa semana estou em Ribeirão Preto. Trabalho com comunicação na Agrishow, a maior feira agropecuária do Brasil.

De dia, o que mais me chama atenção é a cor da terra desta cidade. Sim, em todo descampado, mesmo nas avenidas mais urbanizadas da cidade, a terra é vermelhinha, vermelhinha.

Vamos para a noite.

Como sabe todo profissional que viaja e labuta em feiras, a noite é o momento da “galera da empresa” se encontrar para falar do dia, meter o pau no companheiro ausente e dar sua versão de como seria a companhia poderia melhorar e se tornar uma Microsoft.

Estas conversas tem abrigo nos lugares mais procurados e reservados das cidades e em Ribeirão acabei indo para uma cachaçaria bem famosa hoje.

Entrei e me espantei pelo tamanho. Sentei-me à mesa já cheia. Fiquei observando. Chamei o garçon, pedi um chopp e em 20 segundos o estava bebendo. Continuei observando. Chamei de novo o garçon:

– Vem cá, isso aqui era um cinema ou foi construído para ser isso?
– Nada, moço, era um terreno, tinha um outdoor antes…
– Sério, parece um cinemão.

Bem, para quem é de Belo Horizonte, uma comparação. É como se metade do Music Hall virasse uma chopperia. Com primeiro e segundo andares, palco, pé direito alto, etc.

Voltei os olhos novamente para toda a casa, completamente cheia. Por pontos:

– Tinha uma banda tocando. Três pessoas. Em um palco alto, oval, como em grandes teatros. Baixinho o som. Bem pautado pelo gerente. Música para cantar. Sucessos. O baterista sem tambores (só tinha bumbo, caixa e chimbal) e com pratinhos pequenos “plish, plish, plish”. Quando eu cheguei, a música era Agamamou, do ArtPopular. A segunda foi Doce Vampiro, da Rita.

– Em cima da banda, estava passando um jogo do Estudiantes de La Plata contra alguém. Num telão. Maior que o palco da banda. O olho pirava: banda, jogo, banda, jogo.

– Muitas loiras iam e voltavam do banheiro. Saltos e perfumes caros. Repito: dezenas de loiras.

– Todo mundo olhava todo mundo. Ninguém conversava com ninguém.

– O batalhão de garçons pedia “licença, licença, licença”. Parecia que em toda mesa havia 50 tulipas.

Enfim, a casa era uma máquina de ganhar dinheiro e o público uma máquina de gastar dinheiro.

Ambiente absurdamente aturdido.

Para onde olhar? Com quem falar? Mas o quê?

Come aí. Bebe aí. Olha a jogada. Adoro essa música. Puta merda, saca a bunda daquela ali. Mais um sem colarinho, moço. “Amor da minha vida, daqui até a eternidaaadiii”.

Estava tudo posto. E os incomodados já sabiam o que deveriam fazer.

Voltei a pé.

Ainda bem que a lua hoje está cheia. Boa companhia até o hotel.

Qual a crítica? Nenhuma, meus amigos. É desabafo? Nãooo…
É só uma posição a favor da contemplação, das noites calmas e com boas rodas de bate-papo.

Sei lá, tô morrendo de saudades da nossa varanda…

Boa noite
Horta


PRATO DA SEMANA

Bracciola de frango com espinafre e molho gorgonzola. Acompanha arroz de castanhas e chutney de manga.

Bom, muito bom…


23 de abril

Hoje é dia de São Jorge.

Salve, santo guerreiro!

Ogum, pro lado de baixo do Brasil. Oxossi, pra cima. Fé por todos os lados.

No Sol, ele tem seu altar. E hoje tem festa.


Mojito

Só pra dar vontade…

…e nós fazemos um dos melhores daqui.