Arquivo do mês: junho 2010

Jogo de cintura

Tomamos certas iniciativa e a casa – que é teimosa – mostra outros caminhos.

Pois bem, lá no início resolvemos abrir aos domingos para o brunch, vocês lembram? Nos dois meses que o testamos, um dia foi diferente. Eu cheguei e a casa tava muito cheia. Virei pro Guilherme e resumi: “viu, deu certo!”. Ele, impiedoso: “é uma festa, tava tudo reservado”.

Há dois meses resolvemos abrir às terças. Pela vocação da casa e parceria que temos, chamamos o Marcos Frederico e seus amigos do chorinho. Das oito terças, duas bombaram. Festas. Um aniversário, uma despedida.

Cegos de boa intenção, às vezes não percebemos o óbvio. Comentando com uma amiga sobre a situação acima, ela mostrou o caminho. “Olha só, terça em Belo Horizonte é para happy hour e a gente prefere boteco mesmo. São poucos lugares que deram certo fora disso. E domingo é almoço de família ou jogo. Ou você põe almoço pro familião ou coloca TV para turma torcer. Agora, pensa por outro lado e me fala um lugar tão legal como esse para se fazer uma festa. Abra apenas para festas nestes dias. O Júlio tem buffet, sabe fazer eventos. Olha esse quintal, essa varanda.”

(…)

A gente num sossega.

Próximos capítulos em posts seguintes…

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Confusão

Essa Copa do Mundo tá uma correria, num tá?

Desculpem a periodicidade dos posts…

Prometo me redimir.


PRATO DA SEMANA

Bunny chao: curry de frango com batatas servido em pão italiano.

Receita sul africana. Ê beleza…


Daqui pra frente

Eu comentei que vamos mudar nosso posicionamento e focar mais em nossa cozinha?

Bem, acho que sim, mas de toda forma reforço que vamos mudar nosso posicionamento durante as noites e focar mais em nossa cozinha.

Por que? Bem simples, porque nossos cozinheiros comandados pelo Léo Pena têm feito um ótimo trabalho e queremos implantar o mesmo clima gastronômico hoje vivido no almoço durante as noites entre quarta e sábado.

Assim, a partir de julho, as massas ganham novos ingredientes. Ficaram bem melhores. Os petiscos ganham aliados e vamos abrir espaço no cardápio para opções individuais, para as pessoas que chegam com fome e não querem petiscar, tampouco um prato.

Entre as opções, testei essa lindeza acima ontem. Um hamburguer com 150g de picanha, mix de folhas, queijo cheddar e molho barbecue caseiro que fazemos em nossa cozinha. Junto a ele, batatinhas e um pouquinho do mesmo molho. Vem aberto. Pode comer com garfo e faca ou fechar e mandar ver. Bom pra xuxu.

(…)

Em tempo: hoje tem Gustavo Maguá, Bruno Velloso e Alex Horta no palco. Até!


Antropologia de botequim

Há algum tempo venho observando o almoço no Café do Sol. Aprendi a entender o movimento da casa e a compreender variados detalhes e demandas de clientes.

Em minha observação antropológica de quinta, hoje parcialmente verificada, percebi que existem basicamente quatro perfis de pessoas que freqüentam as nossas mesas.

O primeiro grupo é composto por aquelas para o qual o período do almoço existe  apenas para matar a fome. Geralmente não entram ali desacompanhadas e quando entram (em grupo, reforço) pedem o prato antes que as duas partes do bumbum se espalhem na cadeira. São também as primeiras que se levantam e vão pagar. Geralmente não tomam café. Quase nunca provam as sobremesas. Gostam de cores em tom pastel (e eu não me refiro a uniformes). Ah, elas gostam de conversar durante o almoço.

O segundo grupo é composto por executivos e executivas. Sim, é batata que são gestores e administradores de empresas ao redor (entram aí os hospitais). Metade deles sobe a escadinha falando ao celular. E o atende mais umas duas ou três vezes durante a refeição. Pedem a saladinha de cortesia e comem tortinhas entre quinta e sexta. Tomam café. E sempre acenam para nós na saída (pondo os óculos escuros).

O terceiro são “os que ficam”. Eles chegam lá pelas 12h45 e ficam até as 14h ou mais. Ou seja, eles ficam. Alguns tomam bebidas alcoólicas. Chopp e vinho as preferidas. São os primeiros que provaram o nosso couvert de entrada (impensável para as pessoas do primeiro grupo) e gostam sempre de pedir o prato da semana. Café? Sempre. Não acenam na saída, mas sorriem. Ah, no grupo acima existem alguns integrantes desse terceiro grupo.

Por fim, existe um quarto grupo que é dos “não clientes”. Eles chegam, procuram o buffet, não acham e vão embora. Alguns até perguntam ao garçom onde ele está, mas se frustram. E outros pegam o cardápio, quase sentam, mas acabam dando um tapinha no ombro dos meninos e dizem amarelado: “tô correndo, hehe, tô correndo”

Cliente é cliente. Não existem bons ou maus. Como disse, é apenas uma observação pessoal. Mas que me diverte, ah, disso não resta dúvida.


Tem show essa semana?

Tem sim…

Hoje, choro. Amanhã, jazz.

Quinta, Gustavo Maguá, Bruno Veloso e Alexandre Horta.

Sexta, após o jogo do Brasil, Karina Libânio.

E sábado, pela noite, César Santos, Lincoln Cheib e Frederico Heliodoro.

Escolham.


PRATO DA SEMANA

Para acompanhar o clima, essa semana temos bisteca com molho de ameixa, chucrute e batata camponesa.

E para acompanhar o prato, recomendo uma Edelweiss, cerveja austríaca de trigo.

O chucrute tá uma coisa…