Arquivo do mês: outubro 2010

Explode

Confiram a simpática entrada da recente bistronomia mexicana.

As pimentas no canto (perto da vela vermelha) foram recheadas com cream cheese. Explodiam na boca.

E a tacinha ao centro é de margarita de morango.

Pena que um monte de gente não “viaja” conosco em nossas quartas. E sorte que os que se permitem o prazer da mesa sempre estão lá.

 

 


Talento

Hoje é com ela.

Todos convidados!

 

 

Sobre ela:

Nascida no interior do Pará, Liah veio para o mundo com um talento nato. Ainda nem sabia andar e já se deitava no colo do pai para ouvir os seus discos, uma eclética salada musical que ia de Luiz Gonzaga a Cartola. Do colo do pai para o coro da igreja foi um pulo e aos três anos de idade Liah soltava sua voz na paróquia da pequena cidade de Tucuruí, mais conhecida por abrigar a maior hidrelétrica da região Norte. Aos onze, o próprio pai se rendeu e deu um violão para Liah no natal. Com ele, surgiu a compositora e aos doze anos uma dessas canções ficou entre as 24 melhores músicas de um expressivo festival de Música Popular Brasileira no Pará. Detalhe: mais de 3000 músicas foram inscritas. Foi sua primeira experiência de palco para um grande público. Quando acabou de cantar e ela ouviu o último aplauso, Liah teve certeza que nascera para aquilo.

Mas onde morava seria complicado; cidade pequena, longe de tudo, poucos espaços. E então, em 1994, ela seguiu para a casa dos tios em Santa Catarina. No Sul, estudou dança, violão clássico, tocou em bandas, bateu ponto em vários barzinhos e participou de mais festivais de musica. “Foi uma época muito importante pra minha formação. Tive contato e conheci vários estilos musicais, não só a obra de grandes compositores e intérpretes brasileiros como também artistas internacionais que passei a admirar”, ela conta.

Quando lançou seu primeiro disco em 2004, Liah já era uma compositora de sucesso. Sua habilidade em escrever melodias interessantes e surpreendentes já havia chamado a atenção de muitos artistas e críticos do meio musical, tornando-a uma unanimidade entre os que a ouviam. Suas composições chegavam aos artistas através de “demos” que ela mesma gravava, e sua voz despertava em todos uma curiosidade em saber quem era aquela menina tão talentosa, que cantava, compunha e tocava tão intuitivamente. E foi assim, através do sucesso de suas demos, que surgiu o primeiro contrato com uma grande gravadora. Cantora, compositora e musicista, sua voz chegou ao grande publico com as baladas Garotas Choram Demais (primeiro single a tocar nas rádios de todo o Brasil) e com a doce Poesia e Paixão. Logo veio o convite do cantor italiano Tizziano Ferro para o duo na musica Sere Nere, do seu disco que seria lançado no Brasil e América Latina pela EMI. Após lançar o segundo disco Perdas e Ganhos, com musicas que fizeram parte da trilha das novelas Malhação e Alta Estaçao, Liah se muda para a cidade do Rio de Janeiro e inicia uma nova experiência de intercambio cultural com músicos cariocas.

Grava seu terceiro album demonstrando amadurecimento ao assinar a produçao ao lado de Dan Sebastian, unindo varias influencias, “Livre” mescla pop, rock, MPB, e folk de uma forma relaxada e despretensiosa. Com baterias muito suingadas, arranjos criativos e performances vocais incríveis de Liah que vem se firmando no cenario musical brasileiro, cada vez mais solicitada em coletaneas de discos (Elas cantam Paul McCartney, Elas cantam Roberto Carlos, Tributo a Cazuza). No album “Livre” Liah também nos brinda com uma primorosa regravação de Antonio Marcos: Eu não vou deixar você tão só, que fez parte da trilha da novela Três Irmãs da rede Globo. O fato é que a paixão da artista pela cidade do Rio de Janeiro fica explicita quando ela inclui no repertorio sua musica Segue Devagar, dedicada a essa cidade “cheia de cores e contradições”, como a mesma a descreve.

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Novas opções

O prato da semana, que antes fazíamos para o almoço, foi para a noite, agora para ser saboreado mais como petisco do que como prato individual.

Nessa semana, criamos as tiras de frango na farofa de doritos com molho de mostarda e mel. A turma ontem adorou.

E no cardápio atual, além dos tradicionais petiscos da casa, entramos com uma maça de peito cozida na cerveja preta e com um clássico de botequim: sanduíche de pernil com abacaxi e queijo.

Experimentem!

 

 


Surra

Estava chegando no café quando alguém veio por trás e começou a me agredir a socos e pontapés. Caído, ensanguentado, com a costela doendo e observado pelos carreteiros (alguns atônitos, outros achando bom) argumentei:

– Calma, calma, que é isso?

– Calma nada, você comunicou ontem que a Liah toca na sexta. E a Elaine, as sextas não são dela, rapá?! Quero saber agora porque você tirou a Elaine daqui se não vai continuar apanhando.

– Meu amigo, não tiramos, pera aí. Você tem razão, as sextas são dela, mas algumas vezes a gente troca para receber artistas de fora ou mesmo porque ela tem o direito e pode marcar outras festas na sexta.

– Então não tirou mesmo, olha lá!

– Pode ficar seguro, cara. Nessa semana, por exemplo, ela toca amanhã, quinta.

– Ahhhh é! Poooxa… então beleza (me dando a mão pra levantar). Desculpa, é que sou fã dela e esquentei.

– Tudo bem, mas não precisa ter me batido tanto. (cuspindo sangue e colocando o ombro no lugar)

– Reserva pra mim então uma mesa de 4 lugares perto da janela amanhã.

– Claro. (ele disse o nome, que prefiro preservar). Tá reservado fulano!

– Valeu mesmo. Ah, sem querer pedir demais, tem como reservar a mesma mesa pro show da Liah na sexta?

– Teeem, camarada. Pode ficar tranquilo, tá tudo certo. Fica tranquilo, por favor.

(…)

Cidade violenta, viu…


Showzão

Liah está chegando para um show na sexta.

Conto pra frente. Mas já marquem em suas cadernetas.

 

 

 


Bistronomia, guay!

Essa semana a bistrô caiu no México.

Com direito a margaritas especiais durante a noite.

Seguramente será uma das mais legais.


Tucupi no café

Tô saindo de Rondônia agora com duas garrafas de tucupi, um molho temperado de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava, que é descascada, ralada e espremida.

As minhas garrafas levam pimentas, que “oxi, moço, fica muito melhor”, atestou o moço da barraca do Mercado Municipal de Porto Velho.

Podem esperar uma futura bistronomia, digamos, amazônica.

Ah, e hoje tem Elaine Anunan, que apesar do sobrenome árabe, adora tucupi…e Bob Dylan.

Parece gema de ovo, mas é mandioca.